[principal] [primeiros passos] [planeta azul] [trabalho] [vestir o que?] [alimentando-nos] [meio-ambiente] [exercitando-nos] [textos] [administrando as contas] [mais compromisso] [mais saúde] [mais beleza] [mais livres] [voluntarios] [cidadãos do planeta Terra] [links] [livros] [entre em contato]

 

Trabalho

 

 

"Do trabalho de tuas mãos comerás, tranquilo e feliz, tua esposa, qual vinha fecunda, no recesso do teu lar". Sl.127 (128)

"Comerás o teu pão com o suor do teu rosto", nos diz o Senhor. Paulo em suas epístolas repete que "quem não trabalha não deve comer".


 

O que a gente percebe em alguns casos, e por que não dizer, muitas vezes, é que o trabalho pelo menos aqui no Brasil, é visto como um castigo, como algo do qual devemos nos desvencilhar o mais rápido possível. Ainda não se aprendeu a valorizar o trabalho como forma não só de sobrevivência, mas de participação na construção de um mundo mais solidário, mais justo, mais humano. O trabalho é a maneira que o Criador nos concedeu de nos realizarmos como pessoas, como co-participantes da renovação contínua da vida no planeta, não porém da maneira devastadora e voraz como vem acontecendo. Precisamos despertar para uma nova consciência, enquanto ainda é tempo.

Contrata-se um tipo de serviço doméstico, por exemplo, uma faxineira, uma passadeira, um bombeiro, e o que a gente vê é uma correria, um fazer tudo depressa, pouco se cuidando para que o serviço em si seja bem feito. É como se aquele trabalho fosse uma praga. Busca-se unicamente receber a remuneração no fim do dia e safar-se o mais rápido que se possa.

Já a juventude, quase que em peso, escolhe uma profissão pelo que ela pode oferecer como retorno financeiro. Os vestibulandos pensam mais naquela profissão que os habilitará a ganhar rios de dinheiro que por sua vez, lhes proporcionará todo o conforto, luxo, comodidade, a si e aos seus, para sempre, bem como o status que vem agregado. Poucos se preocupam em serem bons profissionais, comprometidos, sérios, responsáveis. Muitos se formam sem saber quase nada, tendo concluído seus estudos na base dos "trabalhos em grupo", de uma "colinha" aqui, outra ali, etc. Claro que há inúmeras exceções, graças a Deus. E então, é o reverso da medalha, e tome cursos de especialização, pós-graduação, doutorado, mestrado, e o que mais tiver. Busca-se então ser o melhor, o mais habilitado, o que não é coisa ruim. Porém, há os excessos que devemos evitar.

Há aqueles que literalmente morrem de trabalhar. Não se contentando com uma jornada de oito horas diárias, trabalham dez, doze ou até mais horas, não lhes sobrando tempo nem para ver os familiares, os filhos. Muitos se desculpam dizendo que é imposição do empregador, outros que têm família para cuidar ou há que se fazer um "pé-de-meia", etc.

Em pouco tempo temos pessoas nervosas, mal-humoradas, estressadas, infelizes, doentes. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, não é gente? Na verdade precisamos trabalhar para cuidar dos nossos entes queridos, nós mesmos, etc... mas devemos sempre buscar um "ponto de equilíbrio". Somos seres humanos, de carne e osso e não precisamos só de comida, não! Precisamos do carinho, dar e receber amor, atenção, aos nossos filhos, pais, irmãos, amigos.

 

 

Muitos executivos, executivas, profissionais liberais, etc, hoje em dia estão despertando para uma necessária "qualidade de vida". Estão aprendendo a valorizar o relacionamento, o tempo que é um dom sem preço. Assim, estão descobrindo como é bom estarem presentes à família, ao marido, à mulher, cultivar um alegre companheirismo; como é gratificante ver os filhos crescerem, brincar juntos, levá-los à escolinha, jogar bola, rolar no chão, sem se sentir culpado por isso. Assim o tempo, que muitas vezes é nosso grande adversário e com o qual brigamos muito, torna-se um elemento de inestimável valor. Devido a essa aparente "perda de tempo", gera-se uma referência importante para seus filhos, desperta-se o enorme potencial para o amor, para a solidariedade, a amizade, a tolerância. É uma boa semente que é plantada no coração deles e que dará frutos ao longo de suas vidas, ensinando-os a fazer as escolhas certas, baseada nos verdadeiros valores. Aprenderão a ver a vida sob novo prisma, descobrirão a segurança e o apoio de que todos necessitamos e cuja falta causa tantos traumas e tanto sofrimento. Ninguém dá o que não recebeu. Recebendo amor, atenção, carinho, estaremos capacitados a amar mais e melhor. Trabalhar para viver e não "viver para trabalhar", eis a questão.

 

Entretanto, nem sempre, querer é poder, ou é? Cada um deve fazer um "inventário" de suas vidas, buscando ver em que pode simplificar. Se cortamos uma boa parte de supérfluos, vai sobrar o dinheiro para o essencial, e aí não precisaremos trabalhar tanto e poderemos estar mais tempo juntos, não é? Infelizmente, a violência das grandes cidades não mais permite que possamos ficar nas calçadas batendo papo à tardinha, as crianças brincando de 'amarelinha', (o que é isso mesmo? só conhecem jogos eletrônicos, coitadas!); os jovens tocando seu violão, os velhos contando seus "causos", as senhoras trocando as receitas. Mas, podemos desenvolver outras formas de convivência, solidariedade, fraternidade. Se acham que estou sendo muito ingênua e simplista, digo que não estou inventando nada, que existe já um grande movimento, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, países desenvolvidos, de pessoas buscando uma "volta às origens". Até na construção das casas essa nova forma de se relacionar com a vida, Natureza, já está sofrendo influências. As casas lá são 'ecologicamente corretas'.

 

Ócio Criativo - Domenico de Masi, visite!

 

Ainda uma palavrinha sobre o trabalho - doméstico, interminável, da dona de casa. Muitas vezes quando se pode ter uma ajudante, uma faxineira, ou uma empregada, paga-se caro, assina-se a carteira profissional, paga-se todos os direitos dessa pessoa e ficamos mal-servidas, insatisfeitas, não é assim? E como ficamos sem 'pegar no pesado' em casa, vamos pagar a academia para queimar as gordurinhas que vão se acumulando em nossa cintura, quadris, etc... Não tem jeito, temos que 'nos mexer', não é mesmo? Movimentar o corpo é essencial para a nossa saúde, física, mental e até espiritual. Bom, fiquei pensando, quantas pessoas sonham em ter sua casa para terem seu espaço, sua liberdade, etc. Mas, delegamos a outras pessoas cuidarem da nossa casa, e em geral o fazem de qualquer jeito, a 'seu' modo, e não ao nosso modo. Resolvi dispensar a moça da faxina. Claro que com 60 anos não tenho mais 'gás' para limpar tudo num só dia. Mas se a cada dia eu limpar uma parte da casa, ou por exemplo, uma janela hoje, outra amanhã; limpar um armário da cozinha num dia, no outro dia limpando outro, chega uma hora em que tudo vai estar limpo. Só não posso deixar acumular. Num dia por exemplo lavo dois banheiros. Pronto, não faço mais nenhum serviço 'pesado' nesse dia. No outro, lavo o piso da cozinha e o banheiro de serviço. Assim, devagar, sem me 'matar', vou conseguindo manter a casa limpa, e de sobra, economizo um dinheirinho que me permite fazer outra coisa, ajudar alguém, por ai. E de sobra, também, queimo umas calorias, me exercito, aumento o nível de endorfina, que nos dá o prazer e a alegria de viver, de poder cuidar das nossas coisas, com carinho e do jeito que gostamos. Experimente. Faça cada dia uma limpeza e você vai ver que até nossa força física aumenta, porque tudo na vida é um treino. Treinar para a vida. Em geral pensamos que trabalho doméstico nos diminui, pode 'parecer' aos outros que somos tão pobres e miseráveis que nem podemos ter uma faxineira. Mas e daí? Quem resolve como administramos nossa vida, nossa casa, não somos nós mesmos? Alguém paga suas contas? Pois eu estou mais feliz cuidando das minhas coisas, enquanto queimo umas caloriazinhas. Vá devagar e verá que em pouco tempo você consegue ficar sozinha, a não ser é claro que você tenha um problema de saúde que te impeça. Aí é outra estória e retiro tudo o que disse. Temos que ser humildes e aceitar a ajuda quando necessário.

***

 

CONHEÇA A "ECONOMIA DA COMUNHÃO". No site dos Focolares, clique em "Economia da Comunhão". Vale a pena investir num mundo novo! Seus filhos e netos agradecerão. Para viver com um grande ideal, é preciso sair de si!

NO BRASIL: Centro de Estudos, Pesquisa e Documenta¨‹o da EdC Caixa postal 25 Rua Josˇ Coelho Casas, 55 Mari‡polis Ginetta 06730-970 Vargem Grande Paulista-SP (Brasil) Tel/Fax: +55-11-41592017 e-mail Peri—dico "Economia de Comunh‹o" Informa¨›es

[principal] [primeiros passos] [planeta azul] [trabalho] [vestir o que?] [alimentando-nos] [meio-ambiente] [exercitando-nos] [textos] [administrando as contas] [mais compromisso] [mais saúde] [mais beleza] [mais livres] [voluntarios] [cidadãos do planeta Terra] [links] [livros] [entre em contato]